30 anos e contando

Oi, meu nome é Erika e tenho 30 anos.

Fazer 30 anos é igual fazer 15 anos. É igual fazer 18 anos e depois 20. Depois 25 e de repente, puft: 30! Eu não sei se todo mundo é assim, meio crisado, meio empolgado demais em viver e aprender as lições de uma vida. Só sei que vi as coisas mudando, seguindo o curso natural do tempo.

O tempo. Passa rápido demais, não é clichê. É real, muito real. Principalmente quando afeta seu corpo – sim meninas, as coisas caem, murcham e em alguns casos, as espinhas não somem. Mas nada muito grave, nada que silicone, colágeno e academia não deem um boost no corpinho. A mentalidade também muda, mesmo se por dentro você ainda se sinta aquela menina de 13 anos – torcendo para que o Leo Di Caprio ganhasse o Oscar, adorando o filme do Snoop, uns crushs imaginários de vez em quando , comendo um pacote de bolacha Passatempo… essas coisas – e não tenha ideia do que fazer com sua vida em meio a uma crise.

No meu caso, canceriana como eu sou, vi o tempo passar vivendo dentro dos meus próprios termos. Segurança financeira antes (HAHAHAHAHAHA – que eu nunca tive na realidade), depois família, saúde, amigos, Netflix e os boys. Não dar pra pirar tanto quando você tem suas prioridades em ordem, mesmo que a vida/tempo/destino/mercúrio retrógrado/lua em libra baguncem sua vida. 2016 foi um ano muito ralado onde euzinha tive que mostrar a mim mesma o que vim fazer nesse mundo. E aparentemente, não vim passear (emoji de choro, por favor). E do pedestal das minhas redes sociais vi meus colegas de trabalho casando, comprando casa, terminando mestrados, compondo sambas, virando pais, virando Bolsominion (blargh!) e afins. Às vezes você para e pensa: PQP! Tô ficando pra trás. Quede o homem da minha vida, quede sucesso profissional? Quede engajamento político, quede trabalho? Quede meu carro? Socorro!

Talvez todas as conquistas compartilhadas inspirem crescimento pessoal, inspirem você a ser uma pessoa melhor – mas não siga os conselhos de quem é espalha ódio racial, é homofóbico e exalta torturadores, please! – e é aí que uma certa transformação começa. Você já pensa duas vezes antes de comprar qualquer coisa no cartão de crédito, você já não acha graça ficar tirando foto da sua rotina na academia, já acha chato não conseguir dormir antes das 23h para não acordar tão cansado no outro dia, passa a beber mais água e até acha legal brincar com os filhos dos seus amigos. E o pior não é isso, você vai passear no shopping e ao invés de ficar olhando sapatos você já acha legal olhar móveis, comprar um jogo de copos e sonha em comprar aquele jogo de panelas lindo. Sim, isso acontece, mesmo que você odeie cozinhar e nos seus 20 e poucos anos fosse fashionista doente. Você sabe que isso é real quando já sonha em decorar sua casa e cria uma pasta no Pinterest com ideias de decoração para quando você finalmente tiver a sua.

Dá até vontade de rir, mas é verdade. E sendo mulher, bate aquela onda de ter filhos. Mesmo que você não tenha intenção ou pressa alguma de ter bebês. A onda bate e você se olha no espelho e pensa como você seria se estivesse grávida. Culpa da natureza feminina, do patriarcado, não sei dizer, só sei que é assim.

Viver os 20 anos é ótimo, desafio de arranjar o primeiro emprego, pagar a faculdade, crescer profissionalmente, casar e ter filhos antes dos 30, comprar um carro, viajar e tals é tão bom quanto ter disposição para cair na balada – ainda usam esse termo? – e todas as agruras de um pós adolescente entrando na idade adulta jovem – sim ainda tem esse degrau, até os 35 anos você é jovem. Mas o que não te falam é que com 30 a sua confiança até sofre um certo abalo, você tem uns medo meio nada a ver mas já não se importa tanto com o pensam de você, você já quer um emprego e não um trabalho. Já não aceita mais engolir tanto sapo pra se provar ou se provar pro chefe, pensa até em negócio próprio. Já considera paz de espírito mais importante que qualquer coisa. A verdade que você enjoa de muitas coisas e começa a viver mais pra você, e isso é maravilhoso!

Então, pra comemorar os meus recentes 3.0 resolvi voltar a blogar deveras. Mas meu blog é simples, viu. Aqui falaremos de experiências, de viagens, de filmes, de música, e já aviso que Johnny Depp, Beyoncé, Leonardo Di Caprio, Orlando Bloom, Benedict Cumberbatch, Netflix e afins são prioridades e vamos falar um pouco de moda também, mas de moda mesmo, nada de dress divo, filtros de snap e afins. Aqui é blog de Geração Y, Back Street Boys, Gossip Girl, Moto Razr, Twitter, Tumblr na veia.

P.S.: Nesse blog nós também falamos bastante palavrão e fazemos pouco uso de #’s.

Phototastic-16_04_2016_77986de3-a002-4aab-ac8c-09759705a6c5(1)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.