Week #4 – 2019

Uma semaninha… Uma semaninha chata e meio melancólica, devo admitir. Sabe quando você se sente meio triste sem motivo aparente e não tem vontade de fazer nada? Foi assim a última semana para mim. Estar em casa está começando a me estressar e o pior é que não tenho encontrado nada na minha área, então as chances de um novo emprego estão reduzidas a 0 oportunidades. Então, a tristeza bateu forte porém não por muito tempo, até mesmo porque eu nunca tive vocação para ficar brocoxô, mas foi um tempo importante que eu tirei para refletir sobre algumas frustrações minhas e o que eu precisava fazer para não me sentir mais assim.

Na semana que passou eu estava com meus dois melhores amigos e estávamos falando justamente sobre que rumo as nossas vidas tomaram, alguns dos nossos problemas e situações que passamos e quais as feridas sentimentais marcam a nossa vida até hoje. Foi quando eu ouvi do meu amigo: A Erika tem o poder do Foda-se! Rimos todos, em 12 anos que nos conhecemos raramente eu fiquei me lamentando, exceto quando meu primeiro namorado me deixou, ali foi um momento full pistola que eu nunca mais quero sentir na minha vida, e deixei lá em 2009 quando me livrei de todos os sentimentos que tinha por ele, os de carinho, de raiva, de querer ralar a cara dele no asfalto ( porém não muito, pois canceriana, né mores?) e que já não faziam mais sentindo na minha vida, no alto dos meus 25 anos.

O fato é que junto com essa declaração do meu amigo eu fiquei pensado muito sobre o poder do foda-se. Eu já li um livro com esse tema, eu já repassei quase toda a minha vida e relembrei todas as pessoas que passaram por ela, as situações de perigo que eu me meti, as situações que eu já tive que lidar, a coragem que eu achei que eu não tinha e tive e principalmente o PODER DO FODA-SE quando eu me enjoava de quase todas as coisas e dando um basta e desfazendo tudo o que tava no caminho que era para eu não me irritar mais. A minha noia essa semana foi tão grande que eu acordava, passava uns 10 minutos olhando para o teto meditando, pedindo a Deus para passar logo esse pessimismo. Comida não tinha gosto, eu comia mas parece que eu sempre estava com fome, a sensação de barriga roncando e muita sede. E tentando não pensar muito no que eu estava sentindo me forçava a manter as metas que eu estipulei para esse ano: minhas leituras, meus exercícios, voltar a rezar meus terços e salmos e escrever mais no blog. Fiz algumas coisas, mas preferi assistir filmes que era para não pensar muito no que eu estava sentido. E até os filmes que eu separei para ver me pareciam chatos, o que de fato são, tipo Corpo Fechado, Uma Janela para o Amor e Grandes Esperanças (HAHAHAHAHA) . Olhei até o meu mapa astral que era para saber ser era a conjectura dos planetas que estavam me deixando assim e descobri mais um pouco sobre mim mas não  suficiente para ter uma mini crise de ansiedade no domingo a noite. Foi aí que eu disse: Tá bom já, né? Vamos parar com a graça! E nhaí rezei um terço, sempre que estou com algum aperto no peito eu rezo porque me faz bem, e depois fui fazer um brigadeiro de panela que comi tomando coca cola e assistindo o SAG Awards. Foi meio difícil dormir depois de tanto açúcar então fui ver um dos meus filmes favoritos até pegar no sono e junto com meu sono a minha tristeza passou.

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Nesse mundo de felicidade instantânea em que a gente tem que viver é muito importante tirar um tempo para sentir o que você quer sentir. No meu caso foi essa tristeza advinda de uma frustração pessoal. E ao analisar a maior parte da minha vida e sentir vergonha de alguns períodos me fez mais rir do que chorar. Eu errei muito mas disso tudo eu aprendi a não olhar só pro meu umbigo, mesmo que de vez em quando eu queria ser egoísta, muito egoísta. E por não poder ser egoísta eu aprendi a me doar, aprendi a esperar, aprendi a ser resiliente e nunca me desesperar.  E que de maneira alguma eu tenho que me anular para agradar os outros, que eu não sou responsável pelas atitudes e pensamentos de terceiros (leia-se aqui família) e que esse tempo que tirei para ficar sozinha me deu um norte mais amplo para reafirmar o que quero para minha vida.

Escrevendo esse post percebi mais uma coisa, a minha reflexão não foi apenas de uma semana, mas sim de uns quatro, cinco anos para cá e que essa semana que passou foi só a cereja do bolo. Eu estava acomodada pensando demais na minha vida sem fazer nada para de fato mudar as coisas. Foi uma decisão minha quando taquei um FODA-SE em 2014 e como nada é por acaso, foi alinhada com a conjectura dos astros, com o alinhamento do Universo. A verdade é que se permitir ser você mesma e fica um tempo só com seus medos, paranóias, suas vergonhas, seus sonhos e suas escolhas é uma opção que nós temos e as vezes não nos damos conta o quanto de crescimento e evolução podem trazer para nossas vidas. Claro, que se ajuda profissional quando a carga é pesada de mais e você acha que não vai aguentar é sempre bem vinda. Eu levei um bom tempo para entender algumas coisas mas agora sei que devo me permitir mais, sempre dando tempo ao tempo, até mesmo porque já dizia Chico Buarque: Não se afobe não que nada é pra já!

conhecimento

Quem leu até aqui muito obrigado e quem não leu talvez esse texto um dia vire um filme… 😂

Fotos/Vídeos: reprodução

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