Time Off

Tirei um tempo para processar todos os acontecimentos da minha vida nesses últimos 365 dias. As perdas começaram em 03 de agosto de 2018 com minha saída do último emprego, passado mais ou menos um ano, lá foi meu amigo Jorge e há um mês atras meu pai. Ontem terminei de assistir a última temporada de Orange is the New Black e num daqueles cinco minutos de reflexão onde se traça um paralelo entre as personagens e a vida real eu vi que 2019 está levando embora as coisas que mais estimo e eu tenho que me conformar.

“Death has a curious way of reshuffling one priorities.”

Jack Sparrow (Pirates of the Caribbean – At World´s End ) 2008

Meu heróis são todos cinematográficos, o gangsta pirate é o meu favorito. E ontem antes de dormir me lembrei dessa frase, afinal de contas eu sei quase todas as falas dele, refleti o quanto é possível mudar em um curto espaço de tempo. Nós de fato reorganizamos nossas prioridades após uma experiencia de morte. E quando falo morte não falo sobre a nossa morte mas a morte de qualquer coisas que nos faz mais humanos.

Os últimos 30 dias agiram como um turning point na minha vida. Um momento não só de reflexão porque nunca fui muito de pensar mais de fazer. Colocar em prática as coisas que eu ensaiava em fazer mais procrastinava sem remorso algum. E como não tenho o escape do trabalho procurei focar minhas energias no meu próprio umbigo. Voltei a correr, experimentei fazer yoga e dei tudo o que eu não queria mais do meu guarda-roupa. Consertei as coisas que eu quebrei pelo meio do caminho e deixava separada para arrumar e nunca arrumava, vendi as coisas que eu não estava mais usando e enquanto fazia a Mary Kondo na minha vida eu senti uma paz danada em não ter mais tanta coisa acumulada. Foquei também em colocar as coisas que sentia para fora, me confessei com um padre que eu nunca vi na vida e aquilo junto com minhas orações foram aliviando ainda mais aquele peso no peito.

O turning point a que me referia é o fato do crescimento, do amadurecimento que a vida nos oferece. A gente pode continuar infantil batendo perna e não aceitar o fato da dureza que é estar aqui ou a gente pode fazer as pazes com a gente mesmo e prosseguir. Ao ver que a vida é um sopro certas birras e certos assuntos já não fazem mais sentido, dessa vida a gente só leva o que aprendeu. E ao mesmo tempo que podemos ser uma fortaleza somos também frágeis, as vezes até demais.

” O que somos não é o que vestimos nem o que brilha. É o espirito que nos define, aqui no coração”

Príncipe Phillipe (The Crown) 2017

E esse o mantra que quero seguir daqui em diante, pra sempre! Fazer 33 anos é um mix de confiança e independência mas também de querer o colo da mãe. Feliz aquele que passa por essa vida a passeio porque o barato é mais loco do que eu pensava. Porém, cá estamos firmes e fortes, um dia de cada vez!

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