Body Positivity

Você se sente confortável na sua própria pele? 

Essa é a pergunta de um milhão de euros. Perguntei para mim mesma há um tempo atrás quando eu não estava no padrão aceitável pelo Instagram. E como ainda não estou e possivelmente nunca estarei, é muito louco pensar que várias pessoas se anulam ou fazem o que não gostam para se encaixar em padrões, como se fossem vidros de comida que precisam de rótulos. Esses últimos dois anos tem sido de muito aprendizado para mim e o maior deles foi aprender a me aceitar.

Entre os altos e baixos da minha vida, olhei para dentro e me enxerguei de como era de fato: Índia. Cabocla. Exótica. Gordinha do braço de tacacazeira, nariguda por parte de pai e mãe, ombros largos como um triangulo invertido e algumas marcas de acne. Igual ao padrão de beleza da sociedade. Idêntica! 😂

Ilustração de @mftfernandez

O mais interessante é que esses “defeitos” aparecem quando nos comparamos com outras mulheres ou se o crush tem outras preferencias, pior ainda se a preferencia for mais bonita que você. Temos também os casos de bullying, daquele bando de otários que julgam por puro preconceito ou maldade.

O tema Body Positivity é muito vasto, é quase uma cartase. É compartilhar com o próximo as experiências de quebra de padrão. É levar o evangelho da auto aceitação a todos aqueles que ainda estão perdidos dando satisfação do que comem, do que vestem e do que fazem para quem não paga suas contas. Esse tipo de comportamento é mais um portal que precisa ser destruído, e nós estamos chegando lá.

Assim como a beleza é relativa e pode ser padrão ou exótica, o importante é ter saúde. É entender que um corpo saudável não é um corpo magro cheio de gominhos e uma perna torneada. Não é sobre correr maratonas e muito menos deixar de comer carboidratos e açúcar. É sobre tentar levar uma vida equilibrada no meio desse estresse todo. É tirar um tempo para olhar para si em meio a boletos, é se olhar no espelho e se enxergar de fato, como a cantora Lizzo. Ela que lançou recentemente o hit Tempo com Missy Elliott mostra todo seu talento e canta sobre o orgulho de seu corpo, de ser quem é e os incomodados que se mudem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de exercícios por semana e uma boa noite de sono, medidas que são meio caminho andando para se ter saúde, o corpo bonito cada um constrói. Peso corporal não mede saúde e eu sou uma prova viva. Engordei muito, cheguei a pesar 76 quilos em 1,55 de altura, estava preocupada com diabetes. Fui lá fiz meus exames e minha glicemia e meu colesterol estavam lindíssimos. E o por quê? Porque mesmo comendo mais que o necessário eu sempre tive uma alimentação saudável e sempre me exercitei. Então, por que caralhos eu vou me privar de comer o que eu gosto? #fuckthepolice

Um exemplo da pressão que sofremos com o corpo foi o preparo da nossa Rainha Beyoncé para o Coachella de 2018. A mulher se colocou numa dieta de 65 dias sem carne, sem leite, sem carboidrato, sem nada. Trabalhava horas, ensaiava mais algumas e ela estava com fome. Conseguiu ficar bonita? Sim, mas a que preço? Ela mesmo disse que vai pensar duas vezes antes de fazer essas loucuras de novo. Ela emagreceu mostrou pro Jay que tinha entrado no figurino de show dela e o que ele fez? C-A-G-O-U para ela. A mulher ralou para se sentir confortável de novo, de ser ela mesma e o boy foi lá e não deu a minima. O melhor foi que depois ela assumiu suas curvas e tá aí belíssima, mais cheiinha igual nossa outra rainha, Rihanna. 💕

E quem não está?

São inúmeros exemplos de mulheres que por um tempo nadaram contra a maré, numa sociedade onde o bonito é o que tá na novela ou na revista ou o que os homens acham ou não bonito. Ainda vivemos desta maneira, onde a opinião do outro sobre nós ainda é mais importante do que a nossa. Acredito que movimentos como o Body Positivity que pregam a libertação de padrões são poderosos e ajudam a guiar a sociedade para um novo patamar, um lugar mais evoluído. Onde você pode ser quem você é, sem rótulos. #oremos

“We raise girls to each other as competitors
Not for jobs or for accomplishments
Which I think can be a good thing
But for the attention of men…”

 Chimamanda Ngozi Adichie

Fotos/Vídeos: reprodução

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