Renaissance

Bey is back and she is sleeping real good at night!

Tiramos uma semana para acompanhar a nova era da nossa rainha, vocês já sabem que eu e minha casa servimos a Beyoncé. Ela entrou na minha vida em 1998 com o Destiny´s Child, eu tinha 12 anos e sonhava que quando crescesse seria tão bonita e glamorosa como aquela garota. Desde então tenho escrito uma historia de amor em essa mulher, que depois de minha mãe, me ensinou lições valiosas sendo a melhor delas, a aceitação.

Crescer ouvindo Beyoncé moldou em boa parte minha vida numa época em que não se falava em representatividade e feminismo. Naquela época tínhamos Sandy e Britney pagando de boas moças na MTV enquanto a Beyoncé estava a anos luz cantando Independent Woman e celebrando a cultura negra com Bootylicious. Cada um dos seus álbuns, ou melhor, suas eras trouxeram debates que perduram até hoje na sociedade.

A maior lição que Beyoncé me deu foi me aceitar. O digital drop de 2013 puxado por Flawless me fez abrir os olhos para o meu papel dentro da sociedade. O texto de Chimamanda Ngozi foi essencial para que eu começasse a pautar meus sentimentos e entender muito sobre competição feminina. Considero um divisor de águas na minha vida e por isso que respeito e admiro essa mulher, cada uma de suas eras traz um debate pertinente. Primeiro a era Feminista em 2013, depois Black Lives Matter de 2016 a 2018, e agora 2022 o movimento anticapitalista pós pandemia, ou melhor Renaissance.

20/06/2022 – Lançamento de Break My Soul

Do nada um hino dance music anos 90 me transportou para minha infância quando ouvia o rádio junto com a secretária que trabalhava aqui em casa, a Mara. Ela me ensinava a dançar igual ela fazia na boate, o sample de Break My Soul acertou em cheio o coração da canceriana aqui. Como sempre, Beyoncé nunca erra. Mas o melhor estava por vir em 29/07 com um disco ball que não sabíamos que precisávamos, queríamos ou até mesmo desejávamos. E gente, o que é esse remix de Vogue & BMS? Ontem eu acordei num metaverso chamado The Queens Remix e estou presa nele desde então. Escuta isso, c@r@lhon! PER-FEI-TA!

Já passou uma semana do lançamento do álbum e Beyoncé não soltou um vídeo, só um click bait da foto icônica dela montada no cavalo. É como parar para escutar e prestar atenção a sonoridade das músicas sem a distração de looks ou caras e bocas da nossa rainha. Afinal de contas, já estávamos muito mal acostumados com o visual álbum.

The Mother of the House!

O Act I é uma homenagem ao seu tio, Johnny. Ele era sobrinho e BFF de sua mãe Tina, ele é uma grande influência na carreira de Beyoncé, e fez alguns de seus looks no inicio do Destiny´s Child. Ele apresentou a house music para Bey e Solange, assim como a cultura queer e ballroom para as meninas. É também uma homenagem àqueles que originaram a cultura que segue viva atravessando gerações. Pra conhecer melhor o que é o ballroom e vogue, assiste a série Pose. É linda demais!

E pra fechar esse post, vamos de looks babados de Beyoncé que nos brindou com um super editorial de moda com Schiaparelli, Mugler and Alaïa. Em entrevista a Vogue inglesa, ela confessou que essa nova fase seria algo nunca visto em moda e beleza. A curadoria dos looks foi feito por Marni Senofonte e KJ Moody e traz Beyoncé mais sexy do que nunca. Toques de glamour dos anos 70 (hello Bianca Jagger!) passando pelo sutiã de cone dos anos 80 (Hi Madonna!) misturado a toques de cowgirl texana. #aliensupestar👽

O Act I é sem duvida uma viagem no tempo, é sem duvida uma época de renascer, e a Beyoncé tá aqui para esse novo despertar. E como ela mesma diz, ela é sim : UNIQUE!

Fotos/Vídeos: reprodução

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