Armário Cápsula

Você já ouviu falar em armário cápsula? Escutei essa expressão essa semana e fiquei curiosa em saber do que se tratava. E nada mais é que um closet com peças reduzidas para uso durante três meses. Não que você tenha que fazer a limpa no seu guarda-roupa e viver pra sempre com apenas 30 peças, mas o conceito parece ser bem divertido porque você vai usar sua criatividade na hora de se vestir.

Quem é das antigas já viu esse conceito no blog Um ano sem Zara  onde a Jojo ficou um ano sem gastar nada pra economizar e postava todo dia um look diferente com as mesmas peças. Ela também fez um post ótimo sobre moda consciente  para quem quer entender um pouco sobre o assunto. Ter um Armário Cápsula é uma forma inteligente de usar quase tudo que você tem sem desperdício, levando em conta seu estilo, tipo físico, local de trabalho e etc.

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Joanna do blog Um ano sem Zara

É fato que mulheres na faixa dos 30 procuram por peças mais duradouras. Se esquecem dos shortinhos, das “brusinhas” e pensam consideravelmente em comprar coisas mais caras e que durem mais tempo, mesmo que a se enjoem depois. E é justamente aí que o conceito se aplica. Você guarda o que não está mais afim de usar e daqui a um tempo revisita o que deixou de lado. E desta forma, o closet vai se renovando automaticamente sem muitos gastos em nome da moda.

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Cher Horowitz nunca entendeu o conceito de armário capsula

E tudo isso anda lado a lado do conceito Minimalista, que também já falamos por aqui. O dinheiro que não é usado pode ser aplicado em outras benesses tais como aplicações bancárias, aquela viagem no feriado, uma televisão nova e afins. Não parece ser fácil mas acho que vale a pena tentar, mesmo que seja por apenas os três meses proposto, vai que dá certo?  🙂

Fotos: reprodução

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Os Minimalistas

Essa semana eu assisti um filme na Netflix chamado Minimalismo: Um Documentário Sobre Coisas Importantes e achei fantástico. Gostei porque pessoalmente é como se fosse um encerramento e ao mesmo tempo o início de um novo ciclo na minha vida: o de viver com menos e aproveitar mais.

Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus são conhecidos como Os Minimalistas. Eles rodam os EUA divulgando seus livros, ao todo são três: Essential: Essays by the Minimalists; Minimalism: Live a Meaningful Life e Everything That Remains: A Memoir, ainda não lançados no Brasil, e palestrando sobre a conscientização de uma vida mais simples e feliz.

Ryan Nicodemus & Joshua Fields Millburn 

O conceito de Minimalista é alguém adepto do simples e elementar. A ideia geral de minimalismo é se livrar de tranqueiras e comprar apenas o necessário. Para Ryan e Joshua, o movimento é muito mais profundo e vai além do consumo de coisas. Leva-nos a descoberta de novas concepções sobre vida pessoal e profissional, e que o descarte de supérfluos é apenas o começo da mudança. No filme são citados vários exemplos de pessoas que deixaram tudo para trás e recomeçaram suas vidas porque sucesso e dinheiro não preenchiam o vazio que sentiam. Acredite se quiser, é a velha história da pobre menina rica. A que tinha tudo mas não tinha nada.

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Eu me identifiquei com o assunto porque passei por algumas fases descritas no documentário. A fase dos 20 anos onde você estuda e trabalha para ter sucesso profissional e ganhar dinheiro. A medida que você ganha, mas você compra e quando vê tá com o armário abarrotado de coisas por vários motivos. Às vezes por necessidade, às vezes só por comprar mesmo.

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Chega uma hora que tudo isso cansa, não sei se é a idade ou se é a crise só sei que teve um dia que eu saí vendendo tudo e tem quase um ano que não compro “brusinhas” novas. A mudança de mindset é tão grande que você se auto corrige quando pensa em comprar coisas novas. E coisas que você tem quase igual, por exemplo: um dia estava em frente a Arezzo olhando a vitrine e dizendo para mim mesma que aquela bolsa vermelha ficaria mara em mim. Na minha direção vinha um menino e seu pai, com um picolé na mão, as gargalhadas. E logo pensei: Tanta gente com menos dinheiro do que eu, feliz da vida e eu aqui querendo comprar uma bolsinha. Uma bolsa de R$ 300,  by the way.

Nada contra comprar, comprar é ótimo. Só que a partir do momento que você aprende a não viver para outras pessoas, você aprender a comprar com mais inteligência, você se relaciona melhor, e tem uma visão de mundo muito mais apurada e mais leve. Por isso, super recomendo este documentário. São 1h18m de histórias interessantes sobre como o consumismo afeta a sociedade, como estamos educando nossas crianças e como está moldando o mundo para futuras gerações. Você pode conhecer mais sobre o projeto no site dos Minimalistas: www.theminimalists.com 🙂

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Fotos: reprodução

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